Sobre o tempo

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A gente tenta, às vezes, forçar a hora exata, o momento perfeito. Mas a vida tem os seus próprios compassos, quase sempre lento, às vezes vertiginoso, sempre inesperado. E aprender a entender isso é um ato de amor próprio.

 

Na outra ponta, há as fases fáceis. Como uma manhã de domingo, descomplicada, silenciosa, sem pressa. E há as fases difíceis, aquelas noites sem dormir, as dúvidas que parecem uma ferida aberta, o silêncio que grita dentro da gente. São elas que moldam, que ensinam, que deixam marcas inesquecíveis.

Respeitar os tempos é aceitar que nem tudo acontece na hora que a gente quer. Que as coisas florescem, às vezes, sem aviso, e que é preciso ter fé na própria paciência. Porque ao aprender a respeitar esse ritmo, a gente aprende também a se respeitar, aceitando que a dor faz parte, que o cansaço também.

 

E aí, no meio de tudo isso, nasce uma esperança silenciosa: a de que cada fase, desafiadora ou tranquila, serve para construir por dentro. Para que possamos, no final, olhar pra trás e perceber que tudo, até os momentos mais difíceis, foi essencial para sermos quem somos.

 

Então, respire. Viva o agora, mesmo que ele doa. Porque o que precisa acontecer, acontecerá no tempo dele, no ritmo dele.

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