Nem toda mesa vale a pena

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Ah, a sabedoria que chega com a pele marcada e a alma mais leve. Parei de sentar em mesas onde posso ser assunto quando me levanto. E não é sobre orgulho ferido ou melindres. É sobre a inteligência de escolher onde a sua energia é bem-vinda, onde o seu silêncio é tão respeitado quanto a sua fala.

É um desapego sutil, mas poderoso. Um “basta” silencioso aos ambientes que te diminuem, que se alimentam da ausência para florescer em julgamentos. Com o tempo, a gente aprende que a autenticidade é um luxo caro, e nem todo lugar pode (ou quer) bancar a sua presença verdadeira.

As mesas que nos esperam são aquelas onde o riso é genuíno, a escuta é atenta e a conversa flui sem a necessidade de ausências para se manter. São os lugares onde a sua presença, inteira, é celebrada, e a sua partida é sentida pela falta, não pela oportunidade de uma dissecação.

É um convite para você mesma: escolha bem seus assentos. Porque a paz que você constrói ao se afastar do ruído desnecessário é a mais valiosa das companhias. E essa paz, sim, será sempre o melhor assunto.

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